Tanto tempo sonhando, até que juntamos um grupo de pessoas que sonhava o mesmo sonho, transformando esse sonho em realidade: integrar os aposentados que estão na ativa, os aposentados que, agora, não estão mais trabalhando e os ativos que estão para se aposentar. E todos eles à empresa que eles ajudaram a construir, desde a CMTC até a SPTrans.

Frequentemente, ouvem-se queixas, muitas e muito parecidas: os aposentados de casa se sentem esquecidos, alijado dos acontecimentos e desprovidos de estrutura; já os aposentados da ativa e os funcionários em vias de aposentadoria têm medo de deixar a empresa e enfrentar os mesmo problemas dos colegas que estão em casa.

As razões disso tudo são muitas, desde a Previdência Social oficial, o preço da assistência médica particular e dos remédios, o desmonte da Saúde Pública, etc. A parte ruim da história é que, sobre isso, não temos muito o que fazer, mesmo que seja a longo prazo. Mas há também muita falta de informação e – essa é a parte boa da coisa – sobre isso, sim, podemos fazer alguma coisa. E é esse o sonho distante, que parecia muito difícil de alcançar, pelo menos individualmente.

Agora, o sonho começa a se realizar. Criamos um órgão (ou espaço, local, forma, ou tudo isso junto), cuja função principal é suprir algumas desvantagens da aposentadoria. Criamos a ASPTrans – Associação dos Aposentados da São Paulo Transporte, cuja data oficial de nascimento é 12 de novembro de 2011.

Foi pensando no bem estar dos aposentados que foi criada não só a ASPTrans, como também o informativo “A Gente Sênior”, que será o porta-voz da entidade, levando a esse pessoal a informação, o acolhimento e o senso de pertencimento que tanto fazem falta.

Vai resolver o problema? De imediato, certamente não. Mas, com o tempo, com empenho, cooperação e boa vontade, esse pessoal não vai mais ser um monte de gente sozinha, dividida entre os aposentados e os ativos, os mais jovens e os mais experientes. Essas pessoas estarão juntas e passarão a fazer parte do que chamamos NOSSA GENTE.

Gente que circula livremente pela empresa, para buscar informação, para trazer informação, para solicitar algum benefício ou apenas para “um dedinho de prosa”, coisa tão importante e rara para o pessoal que já não está mais na ativa.